Arquivo de janeiro, 2013

2012 em retrospecto…

Publicado: janeiro 13, 2013 em Contingência

ou

 

…tudo que caiu a um metro da minha cabeça, como um piano de cauda de meia tonelada despencando do quinto andar enquanto cruzava uma esquina silenciosa.

 

Há que se fazer um disclaimer, antes. Mesmo sem saber muito bem o significado dessa palavra, vou enfiá-la aí do mesmo jeito. Portanto, o disclaimer é o seguinte:

– não faço a menor ideia se tudo o que será apresentado aí abaixo realmente foi produzido em 2012. Não sei direito o nome dos caras que fizeram essas músicas, não sei o nome do estúdio em que gravaram e nem em qual garagem os desgraçados formaram a primeira banda deles. Para falar a verdade, não me lembro nem da cor da cueca que vesti hoje.

Cada vez mais, vou me afeiçoando a esse jeito de escrever, uma espécie estranha de registro, um relato contado pela metade, um foco distorcido, pensamentos perdidos de um sujeito se arrastando em um pântano enquanto escuta walkman. Apenas uma pista da realidade, em que se trata sobre o vestígio deixado por uma música no porão do nosso cérebro.

Esse registro não deixa de ser o escape mais rápido ao trabalho duro, a pesquisa de verdade, a pesquisa estruturada dos caras profissionais – tantos que se pode indicar, Lúcio Ribeiro, Thiago Ney, Álvaro Pereira Jr.

Sobra, então, espaço (pouco) para a pesquisa caótica: se pergunta no balcão da barraca de coco que reggae pancada é esse que está tocando, ou compartilha-se descobertas com os bandidos de sempre no canteiro de obras do escritúdio, notebook aberto, rum, gelo, coca zero e a chaleira árabe comendo solta.

A pesquisa caótica nos deixa desinformados. Não há sombra de um dado concreto para se passar à frente. Qualquer dia, alguém vai me apresentar um CD dos Beach Boys e falar que é a última novidade da Venezuela, e eu terei de aceitar, sem contestação.

Isso tudo porque não adianta muito fazer pesquisa estruturada. Já tentei, esqueço tudo.

Cada dia é uma nova batalha.

Começa com a laranja do café da manhã. Pego a faca, a laranja e fico parado, pensando, “minha Nossa, e agora?”.  A cachorra fica olhando a cena ali do chão da cozinha, tenho certeza que se ela pudesse falar seria algo assim:

– Que tipo de idiota come um raio de laranja todos os dias, há 30 anos, e ainda não aprendeu a descascá-la?

– A vida não está fácil para ninguém.

– Fique tranquilo, não contarei por aí.

– Obrigado. Aceita um pedaço?

Fim do disclaimer. Agora, janeiro já passando ao largo,vou tentar pegar a saída de emergência de 2012.

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exitsalida emergencia

The Temper Trap

 

Existe esse The Temper Trap. Pois é. Não vi o resto do material deles, mas só esse aqui já vale a visita. Se quiser, faça como eu, pode ficar rebobinando o clipe, e rebobinando e rebobinando, até essa mulher de patins entrar por um ouvido e sair pelo outro. Bom. Muito bom.

Parece que eles vão ao Lolla. Bom.

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Hot Chip

 

hot-chipsUm pouco de Hot Chip. Parece que eles vão ao Lolla também.

Essa música aqui é uma mistura de batida em latão de lixo com um baixo zoado que lembra o som  da trompa de um elefante. Um elefante dançando dubstep.

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Cat Power

 

Cat Power

Nossa musa de todos os tempos lançou um álbum em 2012. Dessa vez é verdade. Chama-se Sun. E tem uma música que tem 11 minutos. E o Iggy Pop canta. Não podia dar errado.

http://www.youtube.com/watch?v=x4OTnortXpc

Tudo o que ela faz soa como uma doce revolta. Acho que essa aqui já pintou por aqui. É de um álbum de cover dela. Ela diz que vai roubar um cavalo e sair por aí, sem rumo.

 

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Tulipa Ruiz

 

Conheci numa tarde de domingo. Na beira do lago. Ouvindo um amigo e seu coração quebrado. Mulheres, mulheres.

 

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Mumford & Sons

 

100%Lançaram álbum novo, no ano passado.

Esses caras aí, parceiro, é só dar play, sem medo. Não tem erro.

 

 

 

 

 

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EP

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