Arquivo de abril, 2011

Banda da semana – FOALS

Publicado: abril 19, 2011 em Contingência

Que maravilha!!

Mais um post de série: “A BANDA DA SEMANA!!!!

Série que deveria ser semanal, mas não é. Que deveria sair sempre às sexta feiras, mas não sai…

Bom, planejamento é uma coisa, execução é outra, né não?

Mas bora lá:

Nessa semana falar iremos dos rapazes do FOALS

Descobri essa banda no meio do ano passado, desencanei de ouvir por um tempo e agora voltei a ouvir de novo!

Eu, particularmente sou assim com músicas e bandas…

Sou “de lua” como dizem lá no interior.

O som deles é bem peculiar, daquele tipo de banda que nos primeiros 15 segundos da música, você já descobre que são eles tocando.

Os rapazes de Oxford tem dois discos, ótimos discos:

Primeiro album: Antidotes

Primeiro disco, de 2008.

Musicas bem agitadas, mistura com metais e letras sem pé nem cabeça.

Pra galera que tem preguiça de ouvir todo o album, mando aqui as musicas mais interessantes:

Cassius

Olympic Airways

Ballons

Ah, os vale dar uma olhada nos clipes das musicas desse algum. Quase todos esquisitos, mas muito bons…

Saco só esse aqui, da ótima Mathletics :

Segundo Album: Total Life Forever

O segundo disco é até recente, saiu no final de 2010. E veio muito bem feito.

Esse algum tem músicas mais calmas e profundas. Dá pra perceber uma banda bem mais madura e letras com mais conteúdo…

A musicalidade dele também é muuito legal.

Tem um “suingue” funk no baixo e nas melodias das guitarras que calhou muito bem com o estilão da banda.

Destasque para estsa duas músicas abaixo. Essas duas estão facil no Top 10 novas músicas que curti recentemente.

Blue Blood

Spanish Sahara

E bom, pra finalizar o post, tem essa versãozinha que eles fizeram para Hollaback Girl, da Gewn Stefani.

Abraços pessoar!

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Márkel

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The High Road

Publicado: abril 9, 2011 em Contingência

O Broken Bells é a mistura fina entre James Mercer + Danger Mouse  (50% do Gnarls Barkley). Juntando dois malucos da música, dá no que dá:

The High Road.

Mais topete

Publicado: abril 9, 2011 em Contingência

Sugestão do El Figo.

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Eduardo Pastore

The Baseballs

Publicado: abril 9, 2011 em Contingência

Não sei até quando vão durar, mas a idéia é boa. Não consigo não gostar desses caras.

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Eduardo Pastore

Nova musica do Friendly Fires

Publicado: abril 9, 2011 em Contingência

Tem a versão ao vivo dela no programa do Jimmy Fallon, que ta bem mais foda


Fazia um bom tempo que não curti uma música “de primeira” como essa aqui…

“Live Those Days Tonight”, do Friendly Fires (recomendo fortemente os gajos) do novo album deles: “PALA” bom nome…

Saca só o baixozão e o carnavalzão (no video ao vivo) do meio pro final tb, doidimais!

Abraços de um grande forno (37º à noite) chamado Maputo!

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Márkel

“Ah se eu fosse um Peixe”

Publicado: abril 9, 2011 em Contingência

Post  especial com a contribuição do nosso grande “Jeque Jonas”, tambem chamado de “Joninhas e “ursinho” para os mais proximos =D

Músico: Gonzaga e Zé Dantas – Riacho do Navio

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Cara vou aceitar seu seu convite.   Como to sem oculos e sem paciencia confesso que foi uma luta tentar ler o texto todo que vcs escreveram heheheh. Vou ver se leio outra hora.   Mas vou mandar uma música e destrinchar alguns pensamentos.

Quando nascemos, estamos pelados, nús e sem regras, diretrizes. Crescemos e nos vestimos, nos educamos e seguimos vários códigos de conduta, moral e civilidade.

Nos vestimos porque nos vestem. Nos vestem porque se vestem. Se não se vestissem ficaríamos também nus.   Cada um se veste como pensa, ou se veste sem pensar porque os outros o vestiram. O fato é que se vestir é uma forma de se comunicar.   Sendo assim quem se veste tem o que esconder, tanto o corpo nú quantos os pensamentos despidos.

E todos nós nos vestimos, então todos nós temos o que esconder.   Porque esconder e temer? Porque nascer nú e crescer reprimido, escondidos pelas vestes do corpo e do pensamento?   A pressão do senso comum é tão grande que todos nós andamos vestidos e é por isso que nos vestimos….mesmo sabendo que as melhores memórias e os melhores momentos foram e serão vividos nus.

Ficar nú é bom, tanto de veste quanto de pensamentos. Imaginem como seria bom viver a vida inteira nú, sem medo, sem ter o que esconder.   Nós nascemos nús, sem regras, sem diretrizes…
abr,

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Jonas

Essa banda até é meio “das antigas”.

Ficaram famosinhos em 2006 com a musica “Young Folks”, do clipe abaixo, muito bom por sinal.

Quem já frequentou lugarem em Brasília como a finada Landscape (que os deuses da bagacerice a tenham), Festa do Homem da Marreta ou Play!, certamente já ouviram alguma vez.

O que eu ando mais ouvindo é o album de 2009 “Living Thing”.

Bem foda esse album, varias musicas boas.

Dá pra destacar:

– Nothing to worry about

 

– Lay it down

 

– I don’t move me

 

Mas tem outras ótimas tambem, quase todas as musicas são bem boas.

Uma curiosidade que notei (e caso vc tenha clicado naos links acima) é que todos os clipes desse album são beem esqusitos, daquele tipo, de tão ruim, são legais…

O último CD deles, “Gimme More”, ta sendo lançado esse ano, ouvi as musicas desse CD no myspace do caras (http://www.myspace.com/peterbjornandjohn), e parece que esse album vai ser bem bom também…

Inté, meu povo,

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Márkel Oliveira

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Eduardo Pastore

Talvez não haja explicação para o que me lanço a explicar. O melhor era ficar quieto sem perturbar a ordem vigente, que por si só não é perturbada nem por um país em fúria, quanto mais por uma crônica destituída de qualquer finalidade, transbordante de inconclusões.

A questão é que a ordem vigente atende por vários nomes, e podemos tratá-los como sinônimos ou, no máximo, aparentados. Por mais que soem diferentes, referem-se sempre ao mesmo significado, e seguimos desconfiando que não signifiquem coisa alguma.

Um nome que vira e mexe reverbera no microfone de congressistas, ministros de Estado, revolucionários de boteco e presidentes de clubes futebol, é a palavra mágica “conjuntura”.

Cony salteia que uma boa conjuntura não precisa de definição nem de explicação.

“Sem determinada conjuntura, não haveria razão para tantos discursos, seminários, jornadas e jornalistas interessados em destrinchar a conjuntura. Toda vez que proferida com certa frequência, quem acaba mudando não é a conjuntura, é o ministro”.

Passemos à meia-irmã da conjuntura, a contingência. Conjuntura tem mais a ver com safra de cana-de-açúcar, e contingência com demissões e corte de salários. “Tivemos de contingenciar os gastos”, diria o vice-diretor financeiro de alguma montadora.

Indo além, poderíamos associar a contingência com as externalidades. Algum economista já parou para pensar se a contingência não seria a soma de todas as externalidades? Externalidades são efeitos a terceiros, não previstos em uma transação entre dois atores.

Magistralmente, o filme “The Corporation” ilustra este conceito com uma cena dos três patetas. Joe arremessa uma torta em Moe, o qual devidamente abaixa e  se esquiva, deixando a torta seguir livre para explodir na cara de Larry, que acabara de entrar pela porta.

Voltando à contingência, não buscarei ao dicionário Houaiss para decifrar esta palavra indômita, mas contingenciarei minha própria rotina, mais especificamente a sangrenta luta diária pelo emagrecimento.

A tentação de colocarmos a culpa na genética é eterna. Coutinho lembra de que a velha pergunta sempre regressa para nos assombrar: “Por que eu?” “Por que a mim?”. A pergunta certa não seria essa, mas sim: “E por que não eu?”, “E por que não a mim?”.

Roth, em seu livro “Nemesis”, nos diz que estamos programados para recusar “a tirania da contingência”. Aceitá-la, seria destruir o alicerce da civilização racionalista: a de que tudo depende dos nossos esforços racionais rumo a um fim perfeito.

De modo que tentamos tomar às mãos as rédeas de nossas vidas. Em meu caso, indo à academia seis vezes por semana, tomando todos os suplementos que o nutricionista manda. Sem embargo, tenho a impressão de que se levar à risca todo aquele cardápio de astronauta, me restará virar nome de alguma postagem de blog, “A breve vida de um comedor de proteínas”. Se não for por saturação do fígado e dos rins, será por desgosto mesmo.

Neste sentido, vivencio um dilema semanal entre a disciplina e o desgosto. Este, não pela academia em si, mas por ficar longe de uma suculenta picanha com farofa de ovos. Digamos também que o primeiro copo de cerveja gelada diminua qualquer probabilidade de passar o final de semana comendo pão sueco ou hambúrguer de soja light, a exatos 0%.

Na outra sexta-feira, sentados em uma creperia, chegou-se o Pindureta e pediu logo uma Coca Zero, no que eu intervi de imediato, solicitando um chope para o colega, instantaneamente recusado. A escusa era a academia ao sábado pela manhã.

Insistindo no parlapatório etílico, respondi: “eu também vou malhar amanhã”. Pindureta apenas rebateu “Mas eu sou um atleta de alta performance”.

Fim das contas, acabei por ir à academia na manhã seguinte, com uma ressaca do tamanho de um rinoceronte. Dito isso, posso não ser um atleta de alta performance, mas posso afirmar tranquilamente que ao menos sou um gordo de alta performance.

Poderia simplesmente aceitar este fato. Eu gosto de praticar exercícios, e adoro comer, de modo que seria natural resignar-me a ser um gordo atleta pelo resto dos anos. Inadvertidamente, teimo em querer mover a montanha que se encontra ao redor do umbigo.

Em tempos sem carro, resolvi ir correndo para o clube em que pratico ginástica. No percurso, passo debaixo de uma jaqueira, constantemente carregada, pronta a largar seus frutos vultosos. Daria para desviar sem maiores dificuldades. Não consigo, contudo, abdicar do sabor do risco, e atravesso debaixo mesmo, olhando para cima, desafiando assaz a jaca e a gravidade.

Pronto. Tanto rodeio para chegar à parca conclusão – posso tentar, obstinadamente, controlar o destino de minha genética, mas a gravidade de uma jaca na testa manda qualquer plano por terra. E manda por terra também o sujeito, a comer grama pela raiz.

Haveria um jeito de lidar com as jacas grandes e verdes que a contingência nos traz? Ou então de desviar das tortadas na cara?

No massacre do dia-a-dia, optamos pelos princípios para pautar nosso comportamento. Só assim para se ter certeza de que não agiremos mal.

Enfrentar todas as situações sob a égide dos princípios não deixa de ser o caminho mais fácil, afinal, não temos de pensar. Alguém já realizou este trabalho por nós. E pagamos caro por isso, o preço do tamanho de cada consciência, sugada pelas doutrinas, fundamentalismos e toda sorte de usurpadores que lucram com o pior do homem: a preguiça e o medo (não o medo instintivo, mas o medo do diferente).

Viver, porém, sob a tirania dos princípios, apenas nos garante uma única certeza: de que sucumbiremos à outra tirania, a da contingência.

A vida não é vitória. A vida é dilema. Para lidar com a incerteza, só aceitando algo muito difícil, qual seja a suspensão de nossos princípios, e a coragem de tomar uma decisão não planejada.

Coutinho nos elucida que, sob a visão de Roth, a contingência só é destrutiva quando existe em nós um sentido deslocado de responsabilidade. Ou seja, só somos destruídos por aquilo que não controlamos quando nutrimos a ilusão de que controlamos tudo.

De minha parte, não arrisco em conclusões, e tampouco em promessas. Qualquer dia, se tentarem me contingenciar com uma de torta de jaca, falarei que estou de dieta.

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Eduardo Pastore